Como pedir afastamento por LER (Lesão por Esforço Repetitivo)

Você sabe o que é Lesão por Esforço Repetitivo?

A Lesão por Esforço Repetitivo (LER) é uma condição que afeta os músculos, tendões e nervos devido à repetição excessiva de movimentos, posturas inadequadas ou esforço físico intenso.

Pedir afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER) é uma decisão crucial para preservar a saúde e bem-estar no ambiente de trabalho. Essa condição, causada pela repetição de movimentos ou posturas inadequadas, pode ter sérias consequências se não forem tomadas medidas adequadas.

Por isso, organizamos um guia mostrando os passos necessários para solicitar afastamento por LER, visando garantir uma recuperação eficaz e uma reintegração saudável ao ambiente profissional.

Neste artigo, vamos te mostrar todos os detalhes, incluindo:

Você vai conferir nesse texto:

1. Etapas iniciais para solicitar o afastamento

Vamos começar abordando as etapas iniciais para solicitar o afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER).

Estes passos são fundamentais para garantir uma resposta adequada à condição e um processo eficaz de recuperação. O primeiro envolve a notificação ao empregador sobre a situação, detalhando os sintomas e a necessidade de afastamento temporário para tratamento médico. Em paralelo, é imprescindível buscar atendimento médico especializado para avaliação da lesão e obtenção de um diagnóstico preciso.

1.1. Como pedir o afastamento por LER? 

Para solicitar afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER), é essencial seguir os procedimentos adequados para garantir uma resposta eficaz e legalmente válida.

Vejamos alguns passos:

  • Notificar o empregador sobre a LER/DORT, por escrito ou verbalmente, e manter um registro da comunicação.
  • Exigir a emissão da Declaração de Último Dia Trabalhado (DUT), um documento formal que registra o último dia em que o funcionário exerceu suas atividades laborais antes do afastamento por motivos de saúde.
  • Buscar atendimento médico especializado com um médico do trabalho ou especialista em doenças musculoesqueléticas.
  • Passar pelo diagnóstico, onde o médico fornecerá o laudo e solicitará exames para atestar a gravidade da condição.

 

1.2. Qual a importância do diagnóstico médico no pedido de afastamento por LER?

O diagnóstico médico detalhado desempenha um papel fundamental no sucesso do pedido de afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER), pois fornece evidências clínicas objetivas que sustentam a necessidade de afastamento do trabalho para tratamento adequado.

Primeiramente, um diagnóstico preciso estabelece a natureza e a gravidade da lesão, ajudando a demonstrar a legitimidade da incapacidade de continuar desempenhando suas funções laborais sem agravar a lesão existente.

Além disso, um diagnóstico detalhado geralmente inclui recomendações específicas de tratamento, como repouso, terapia física ou modificações no ambiente de trabalho, fornecendo orientações claras para a gestão da condição do paciente.

2. Quanto tempo de afastamento eu posso ter por causa de LER?

Determinar o período de afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER) é fundamental para garantir a recuperação adequada e a reintegração segura ao trabalho.

A seguir, exploraremos os fatores que influenciam a duração do afastamento por LER, incluindo a gravidade da lesão, o tipo de tratamento necessário e as recomendações médicas específicas.

2.1. Quais os critérios para determinação do tempo de afastamento?

A determinação do tempo de afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER) é uma decisão complexa que leva em consideração diversos fatores.

Vejamos a seguir quais são:

  • Gravidade da lesão: Lesões mais graves podem exigir um período de recuperação mais longo, enquanto casos menos severos podem permitir um retorno ao trabalho mais rápido.
  • Eficácia do tratamento: Tratamentos eficazes e a resposta do paciente também influenciam significativamente a duração do afastamento. Terapia física, repouso e modificações no ambiente de trabalho podem acelerar a recuperação e reduzir o tempo necessário de afastamento.
  • Complicações na recuperação: Complicações durante o processo de recuperação ou a necessidade de intervenções médicas adicionais podem prolongar o período de afastamento.

Assim, é essencial que a determinação do tempo de afastamento leve em consideração uma avaliação cuidadosa da condição do paciente.

2.2. Como funciona o processo de reavaliação e extensão do afastamento?

As reavaliações médicas são agendadas em intervalos regulares de 60 a 90 dias para que o médico possa avaliar o progresso da recuperação, a eficácia do tratamento e a capacidade do paciente de retomar suas atividades laborais sem agravar a lesão.

Se durante essas reavaliações for constatado que o trabalhador ainda não está apto para retornar ao trabalho devido à persistência dos sintomas ou à necessidade contínua de tratamento, o afastamento pode ser prorrogado.

Para a prorrogação do afastamento, geralmente é necessário apresentar um relatório médico atualizado que justifique a necessidade de continuar afastado, indicando a evolução do quadro clínico e as recomendações para o tratamento contínuo.

3. Quem tem LER pode trabalhar?

Você sabe se uma pessoa com LER pode trabalhar ou não?

Essa é uma questão complexa e multifacetada. Adiante, exploraremos os diferentes aspectos desse tema, considerando a gravidade da lesão, a natureza das atividades laborais, entre outros aspectos.

3.1. Adaptações no ambiente de trabalho 

As adaptações no ambiente de trabalho desempenham um papel crucial na acomodação de trabalhadores com Lesão por Esforço Repetitivo (LER), permitindo que continuem desempenhando suas funções de forma segura e eficaz.

Dentre elas temos:

  • Ajustes ergonômicos: A fim de reduzir a tensão nos músculos e articulações afetadas, ajustes como a utilização de equipamentos ergonômicos, cadeiras ajustáveis e mesas com altura regulável podem promover posturas mais confortáveis.
  • Mudanças nas tarefas: modificações nas tarefas podem ser implementadas para minimizar a repetição de movimentos prejudiciais, como a redistribuição de tarefas entre os membros da equipe, a introdução de pausas regulares ou a rotação de funções.

 

Estas adaptações não só ajudam a prevenir a piora da lesão existente, mas também promovem um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo para todos os colaboradores.

3.2. Direitos trabalhistas e proteções legais

Você tem ler ou conhece alguém com essa condição e está em dúvida sobre os seus direitos?

Saiba que os trabalhadores afetados por Lesão por Esforço Repetitivo (LER) contam com uma série de proteções legais e direitos trabalhistas para garantir sua segurança e bem-estar.

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  • Benefício por incapacidade relacionado a acidente de trabalho: O INSS é responsável por fornecer o benefício de auxílio-doença na modalidade acidentária, substituindo a remuneração do trabalhador durante o período em que ele estiver afastado do trabalho. Para ter direito a esse benefício, é necessário comprovar a doença ocupacional e ter contribuído com um mínimo de 12 vezes ao INSS.
  • Estabilidade provisória: Durante o período de estabilidade provisória, que dura 12 meses após o término do auxílio-doença acidentário, o empregador não pode demitir o trabalhador sem justa causa.
  • Assistência médica e reabilitação: O empregador é responsável por oferecer ao trabalhador o tratamento médico e a reabilitação necessários para sua recuperação, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico.
  • Reabilitação ou benefício por incapacidade permanente: Se a doença ocupacional resultar em uma incapacidade permanente parcial para o trabalho, o empregador deve reabilitar o trabalhador em outra função compatível com suas capacidades. Caso a incapacidade seja total e definitiva, o trabalhador pode solicitar o benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez) ao INSS.

4. Diferença entre benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença) e benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez) por LER/DORT

Compreender a diferença entre o benefício por incapacidade temporária, conhecido como auxílio-doença, e o benefício por incapacidade permanente, como a aposentadoria por invalidez, é essencial para trabalhadores afetados por Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).

4.1. Quais os critérios para concessão do benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença)? 

Os critérios para a concessão do benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença) incluem:

  • Ser segurado do INSS
  • Comprovação da incapacidade para o trabalho por meio de exame médico-pericial
  • Cumprimento da carência mínima de 12 contribuições mensais ao INSS
  • Constatação de que a doença ou lesão impede temporariamente a realização das atividades laborais habituais do segurado.

4.2. Qual o caminho para o benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez)?

Para garantir o benefício por incapacidade permanente, alguns critérios são importantes durante o processo de solicitação:

  • Avaliação médica-pericial do INSS: É necessária a realização de perídica médica para comprovar a incapacidade permanente.
  • Carência: Cumprimento da carência mínima de contribuições ao INSS (12 meses) exceto nos casos de acidentes de trabalho ou doenças profissionais.
  • Incapacidade: Verificação da incapacidade total e permanente para o exercício de qualquer atividade laboral.

5. LER dá direito ao Benefício por Incapacidade Permanente (Aposentadoria por Invalidez)?

Em muitos casos, a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) pode dar direito ao Benefício por Incapacidade Permanente, também conhecido como Aposentadoria por Invalidez, se a condição for considerada incapacitante de forma permanente e irreversível. No entanto, a concessão desse benefício depende de uma avaliação médica rigorosa, realizada por médicos peritos da Previdência Social, que determinará se a pessoa está incapacitada de forma total e permanente para o trabalho.

5.1. Como funciona a avaliação da incapacidade permanente?

A avaliação da incapacidade permanente para fins de benefício por incapacidade permanente, como a aposentadoria por invalidez, geralmente é realizada por médicos peritos da Previdência Social, e envolve uma série de etapas e critérios específicos.

Em geral, o processo de avaliação inclui:

  • Exame médico: O trabalhador é submetido a um exame médico minucioso realizado por profissionais especializados em medicina do trabalho ou medicina previdenciária. Durante esse exame, são avaliados diversos aspectos da saúde do trabalhador.
  • Análise da documentação médica: Além do exame médico presencial, também é levada em consideração toda a documentação médica apresentada pelo trabalhador, como laudos, relatórios médicos, exames complementares, histórico de tratamentos e cirurgias, entre outros.
  • Critérios legais e médicos: A avaliação da incapacidade permanente também leva em conta critérios estabelecidos pela legislação previdenciária, bem como critérios médicos específicos relacionados à gravidade da condição de saúde do trabalhador e sua capacidade de desempenhar atividades laborais.
  • Conclusão e emissão de laudo: Com base na análise dos dados médicos e do exame clínico, os médicos peritos emitem um laudo conclusivo que determina se o trabalhador está ou não incapacitado de forma total e permanente para o trabalho.

 

5.2. Qual a documentação necessária para solicitar o benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez)?

A documentação necessária para solicitar o benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez) inclui:

  • Documentos de identificação pessoal: RG, CPF e comprovante de residência.
  • Documentação médica: Laudos médicos, relatórios de exames, resultados de avaliações médicas, prescrições de medicamentos, entre outros.
  • Histórico de trabalho: Carteira de Trabalho ou outros documentos que comprovem o histórico de contribuições para a Previdência Social.
  • Outros documentos: Dependendo das circunstâncias individuais, podem ser solicitados outros documentos, como declarações de testemunhas, CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), DUT (Declaração de Último Dia Trabalhado), entre outros.

6. Tenho direito a indenização por causa de LER/DORT?

Se você é trabalhador que sofre de Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), saiba que possui direito a indenizações, especialmente se for comprovado que essas condições foram causadas ou agravadas pelas atividades laborais.

A legislação prevê a responsabilidade do empregador em promover um ambiente de trabalho seguro e saudável, e caso isso não seja cumprido, é possível buscar a reparação dos danos sofridos.

6.1. Quais as condições para o direito à indenização?

O trabalhador pode ter direito a uma indenização por Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) em diversas circunstâncias, incluindo:

  • Nexo causal com o trabalho: Se a LER/DORT for diretamente causada ou agravada pelas condições de trabalho, o trabalhador pode ter direito a uma indenização. Isso pode incluir atividades repetitivas, posturas inadequadas, movimentos bruscos, sobrecarga de trabalho, falta de pausas adequadas, entre outros fatores relacionados ao ambiente laboral.
  • Reconhecimento como doença ocupacional: A LER/DORT é reconhecida como uma doença ocupacional se for comprovado que ela é resultado direto das condições de trabalho. Nesses casos, o trabalhador tem direito a benefícios previdenciários e indenizações.
  • Negligência do empregador: Se o empregador não tomar as medidas necessárias para prevenir a ocorrência de LER/DORT no local de trabalho, mesmo tendo conhecimento dos riscos, pode ser considerado negligente. Nessas circunstâncias, o trabalhador pode ter direito a uma indenização por danos morais e materiais devido à negligência do empregador.

 

6.2. Processo judicial para obtenção de indenização 

O processo judicial para obtenção de indenização por danos decorrentes de Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) pode envolver os seguintes passos:

  • Consultar um advogado especializado: O primeiro passo é buscar orientação de um advogado especializado em direito do trabalho para avaliar o caso e orientar sobre os próximos passos.
  • Coleta de provas: O advogado ajudará na coleta de provas que demonstrem a existência da LER/DORT, sua relação com as condições de trabalho e os danos sofridos pelo trabalhador.
  • Notificação extrajudicial: Em alguns casos, é possível enviar uma notificação formal à empresa ou às partes responsáveis exigindo compensação pelos danos, o que pode levar a negociações para um acordo extrajudicial.
  • Ingresso com a ação judicial: Se não houver acordo extrajudicial, o próximo passo é entrar com uma ação judicial contra a empresa ou as partes responsáveis, detalhando as alegações e os pedidos de indenização.
  • Trâmite processual: O processo seguirá seu trâmite normal, incluindo citação da parte ré, apresentação de contestação, produção de provas e audiências.
  • Julgamento e decisão: Após a instrução do processo, o juiz proferirá uma sentença decidindo sobre a procedência ou improcedência dos pedidos de indenização.
  • Recursos: As partes têm o direito de recorrer da decisão judicial perante instâncias superiores.

7. O que é LER?

LER, ou Lesão por Esforço Repetitivo, refere-se a um conjunto de lesões que afetam músculos, tendões e nervos devido a movimentos repetitivos, posturas inadequadas ou esforço excessivo e pode estar diretamente relacionada às atividades laborais, sendo causada por tarefas recorrentes ou esforço físico realizados no ambiente de trabalho.

Além do nexo causal com o trabalho, a LER também pode ter origem em fatores genéticos, estilo de vida e outras condições não necessariamente ligadas ao trabalho.

Sendo adquirida no trabalho, para provar este fato é importante portar a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Este documento é essencial para garantir os direitos do trabalhador e para que a doença seja reconhecida como ocupacional.

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8. Tendinite é diferente de LER para o INSS?

Para efeitos de concessão de benefícios previdenciários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tanto a tendinite quanto a LER podem ser consideradas como doenças ocupacionais, desde que seja comprovada sua relação com o trabalho.

Embora a tendinite seja uma condição específica que afeta os tendões, e a LER seja uma síndrome mais abrangente que engloba diversas condições relacionadas ao trabalho repetitivo, ambas podem ser consideradas para fins de concessão de benefícios previdenciários.

9. Qual a diferença do auxílio-doença acidentário para o auxílio-doença previdenciário (B31)?

Sabia que existem dois tipos de benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença)?

Para fazer a distinção entre os auxílios-doença acidentário e previdenciário, é necessário entender a origem da doença do segurado, sendo um fator fundamental na determinação da elegibilidade desses e de outros benefícios.

Além disso é importante compreender as categorias de benefícios:

  • Os Benefícios Comuns (B31 – Auxílio Doença Previdenciário e B32 – Aposentadoria por Invalidez Previdenciária) costumam ser elegíveis por doenças de origem pessoal ou desenvolvimento, relacionadas às características individuais ou comportamento do segurado, cujas não estão associadas ao ambiente de trabalho.
  • Os Benefícios Acidentários (B91 – Auxílio Doença Acidentário e B92 – Aposentadoria por Invalidez Acidentária) estão ligados a doenças relacionadas ao ambiente de trabalho ou ocupacionais.

 

A seguir, preparamos uma tabela com as principais características desses benefícios para melhor compreensão:

 

Auxílio-doença previdenciário

Auxílio-doença acidentário

De onde surge a incapacidade?

De doenças comuns, não relacionadas ao trabalho.

Decorre de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais.

Qual a carência?

12 meses de contribuição

Não há exigência de carência

Qual o valor do benefício?

91% do salário de benefício (média aritmética dos salários de contribuição)

91% do salário de benefício (média aritmética dos salários de contribuição)

Até quando é pago o benefício?

O benefício é pago até a recuperação da capacidade para o trabalho ou, persistindo a incapacidade, será convertido em benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez).

O benefício é pago até a recuperação da capacidade para o trabalho ou, persistindo a incapacidade, será convertido em benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez).

10. É possível o Benefício por Incapacidade Permanente (Aposentadoria por Invalidez) por LER?

Sim, é viável que um trabalhador receba o Benefício por Incapacidade Permanente (Aposentadoria por Invalidez) devido a uma condição de Lesão por Esforço Repetitivo (LER) caso seja comprovada a incapacidade permanente para o trabalho.

Para ser elegível à Aposentadoria por Invalidez devido a LER, o trabalhador deve passar por avaliação médica oficial conduzida por médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os quais determinarão se a condição é incapacitante de maneira total e permanente. Além disso, o trabalhador precisa satisfazer outros requisitos, incluindo carência mínima de contribuições, qualidade de segurado, entre outros.

11. Qual a diferença entre benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença) e benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez) por LER/DOR?

A principal distinção entre o benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença), e o benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez) devido a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) reside na natureza e duração da incapacidade:

  • Benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença): Concede-se quando o trabalhador está temporariamente incapaz de desempenhar suas atividades laborais devido à LER/DORT. É concedido durante o tratamento médico, com a expectativa de recuperação para retorno ao trabalho. Encerra-se quando o trabalhador está apto para voltar ao trabalho.
  • Benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez): Concede-se quando o trabalhador está permanentemente incapaz de desempenhar qualquer atividade laboral devido à LER/DORT. É concedido quando a incapacidade é irreversível e não há expectativa de recuperação para retorno ao trabalho de forma permanente. Pode ser vitalício ou durar até reavaliação para possível reabilitação.

12. A LER enseja alguma indenização previdenciária?

Certamente, a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) pode dar origem a uma indenização previdenciária por meio do auxílio-acidente acidentário. Esse benefício é concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quando o segurado sofre um acidente de trabalho ou uma doença ocupacional que resulta em sequelas permanentes, reduzindo sua capacidade para o trabalho.

No caso da LER, se for comprovado que a condição é resultado das atividades laborais e causou sequelas permanentes que impactam a capacidade de trabalho do segurado, ele pode ter direito ao auxílio-acidente.

13. Quais documentos devo reunir para pedir afastamento?

Para pedir afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER), é importante apresentar uma documentação completa e adequada que comprove a condição e sua relação com o trabalho. Alguns dos documentos que podem ser necessários incluem:

  • Documentos pessoais como RG, CPF, Carteira de Trabalho e Título de Eleitor.
  • Documentos médicos que comprovem a LER/DORT como laudos médicos, exames complementares, relatórios ergonômicos e outros documentos como CAT e DUT.
  • Documentos do empregador como CNPJ, contrato de trabalho e carteira de trabalho atualizada.

 

Separamos algumas dicas para organizar e apresentar documentos ao INSS ao solicitar afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER):

  • Crie uma pasta física ou arquivo digital dedicado para todos os documentos relacionados à LER.
  • Separe os documentos por categoria, como atestados médicos, exames, laudos médicos e registros de ocorrência na empresa.
  • Destaque os documentos essenciais, como atestados detalhados e laudos médicos que comprovem a relação da LER com o trabalho.
  • Organize os documentos por ordem cronológica, do diagnóstico inicial até os mais recentes, para mostrar a progressão da condição.
  • Faça uma lista de verificação dos documentos necessários antes de enviar a solicitação ao INSS.

14. Como é a perícia para quem tem LER?

A perícia médica para quem possui Lesão por Esforço Repetitivo (LER) desempenha um papel importante no processo de solicitação de benefícios previdenciários, como os benefícios por incapacidade. Durante a perícia, o médico perito avalia a condição de saúde do trabalhador, analisando a gravidade da LER, sua relação com o trabalho, o impacto na capacidade laboral e a necessidade de afastamento ou outras formas de tratamento.

14.1. Como se preparar para a perícia médica? 

Reservamos algumas dicas para que você se prepare para a perícia médica relacionada à Lesão por Esforço Repetitivo (LER). Vejamos:

  • Reúna toda a documentação médica relevante, como atestados, exames e laudos.
  • Revise seu histórico médico para apresentar ao médico perito.
  • Descreva seus sintomas de forma clara e objetiva durante a perícia.
  • Seja honesto e preciso ao relatar sua condição.
  • Esteja preparado para responder perguntas sobre sua história ocupacional.

 

14.2. O que fazer após a perícia? 

Após a perícia médica, é importante tomar algumas medidas para acompanhar o processo e garantir que sua condição seja devidamente considerada:

  • Acompanhe o resultado da perícia e verifique regularmente o andamento do processo.
  • Mantenha-se em contato com seu médico, siga o tratamento recomendado e informe-o sobre o resultado da perícia.
  • Esteja atento aos prazos para recurso, caso necessário, e busque orientação jurídica especializada, se sentir dificuldades.
  • Mantenha registros detalhados de todas as comunicações e etapas do processo relacionadas à sua solicitação de benefício por LER.
  • Esteja preparado para a possibilidade de reavaliação dos benefícios previdenciários, como o auxílio-doença.

 

14.3. Quais documentos apresentar na perícia? 

Na hora da perícia, é crucial fornecer toda a documentação necessária para garantir um procedimento eficaz:

  • Atestados médicos emitidos por especialistas, recentes e detalhados sobre a doença, diagnóstico, tratamento e evolução da incapacidade.
  • Exames médicos recentes e completos que forneçam informações precisas sobre a condição de saúde.
  • Receitas médicas que complementem os atestados e exames, detalhando o tratamento em curso.
  • Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) da empresa, indicando sua aptidão ou inaptidão para o trabalho.
  • Outros documentos como laudos médicos adicionais, relatórios de internação e registros de atendimento médico.

15. Como um especialista pode ajudar num pedido de afastamento?

Um especialista em direito previdenciário desempenha um papel crucial ao oferecer assistência em casos de afastamento por Lesão por Esforço Repetitivo (LER). Ele avalia a elegibilidade para benefícios previdenciários, orienta sobre documentação necessária, auxilia no processo de solicitação e fornece orientação detalhada sobre direitos e benefícios previdenciários.

Nosso escritório está disponível para oferecer assistência especializada em assuntos previdenciários. Nossa equipe está preparada para fornecer suporte personalizado, assegurando que você receba os benefícios adequados durante esse período.

Caso haja questionamentos ou necessidade de um acompanhamento individualizado, é possível contatar a equipe através do WhatsApp do escritório para agendar uma consulta e receber orientações específicas.

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