Aposentadoria INSS 2026: Tabela de Idade, Pontos e o Que Mudou na Prática

Se você está planejando se aposentar, a virada de ano de 2025 para 2026 não é apenas uma mudança no calendário. Para as regras do INSS, é um degrau que sobe, uma linha de chegada que se afasta. Muitos segurados que estavam a poucos meses de se aposentar em dezembro podem ter sido surpreendidos em janeiro com a notícia de que agora precisam trabalhar mais.

Isso acontece por causa das regras de transição da Reforma da Previdência, que preveem aumentos automáticos na idade e na pontuação a cada ano. E em 2026, esse “endurecimento” ficou ainda mais severo.

Nosso objetivo aqui é claro: te mostrar exatamente o que mudou, quais números você precisa atingir e por que confiar cegamente no simulador do INSS pode ser o erro financeiro mais caro da sua vida.

Saiba mais durante esse texto:

1. O que mudou na aposentadoria em 2026?

As mudanças de 2026 afetam diretamente duas das regras de transição mais utilizadas por quem já contribuía para o INSS antes da Reforma da Previdência. O princípio por trás das alterações é o mesmo para ambas: a “escada rolante” dos requisitos subiu mais um degrau, tornando o acesso à aposentadoria mais difícil.

Para que você entenda o impacto, vamos primeiro definir cada uma dessas regras:

  • A regra da idade mínima progressiva: é destinada a quem já possui um longo tempo de contribuição (30 anos para mulheres, 35 para homens), mas ainda não alcançou a pontuação necessária. Ela exige o cumprimento de uma idade mínima que sobe 6 meses a cada ano;
  • A regra de pontos: é uma das mais desejadas por não exigir uma idade mínima fixa. A lógica é uma soma: sua idade + seu tempo de contribuição. O resultado dessa conta precisa atingir uma meta de pontos que também sobe a cada ano.

 

Agora, vamos ao que interessa. Em 2026, o que mudou na prática foi:

  • Na regra da idade mínima progressiva, a idade para se aposentar aumentou em 6 meses;
  • Na regra de pontos, a pontuação necessária para se aposentar aumentou em 1 ponto.

 

Pode parecer pouco, mas isso significa que, para alcançar a mesma aposentadoria que seu colega conseguiu no ano passado, você agora precisa de mais tempo de vida, de mais tempo de contribuição, ou de ambos.

2. Tabela da idade mínima progressiva 2026

A regra da Idade Mínima Progressiva foi criada para quem já possui o tempo de contribuição mínimo exigido pela lei (30 anos para mulheres e 35 para homens), mas ainda não alcançou a pontuação de outras regras. Ela funciona como uma escada rolante, onde a idade mínima para se aposentar sobe 6 meses a cada ano, até atingir um patamar final.

Em 2026, essa escada subiu mais um degrau, e a exigência de idade ficou maior tanto para homens quanto para mulheres.

Para que você possa visualizar não apenas a mudança de 2026, mas também como essa regra irá evoluir até se estabilizar, preparamos a tabela completa da progressão:

Ano

Idade Mínima Exigida (Mulher)

Idade Mínima Exigida (Homem)

2025

59 anos

64 anos

2026

59 anos e 6 meses

64 anos e 6 meses

2027

60 anos

65 anos (atinge o teto)

2028

60 anos e 6 meses

65 anos

2029

61 anos

65 anos

2030

61 anos e 6 meses

65 anos

2031

62 anos (atinge o teto)

65 anos

O que essa tabela nos mostra na prática?

Para as mulheres, a barreira etária subiu para 59 anos e 6 meses em 2026, sempre mantendo a exigência de 30 anos de contribuição. A idade continuará subindo até travar em 62 anos, a partir de 2031.

Para os homens, a situação em 2026 é ainda mais crítica. A idade mínima subiu para 64 anos e 6 meses, com a exigência dos 35 anos de contribuição.

Isso significa que, em 2026, a vantagem desta regra em relação à aposentadoria por idade permanente (que exige 65 anos) é de apenas seis meses. O custo-benefício de esperar por esta regra precisa ser muito bem analisado.

3. Regra de pontos: a matemática ficou mais difícil

A regra de pontos é uma das mais desejadas, pois não exige uma idade mínima fixa. A lógica é simples: você soma sua idade com o seu tempo de contribuição, e o resultado precisa atingir uma meta. O problema é que essa meta também sobe a cada ano.

Para 2026, os novos patamares são:

  • mulheres: precisam somar 93 pontos (e ter, no mínimo, 30 anos de contribuição);
  • homens: precisam somar 103 pontos (e ter, no mínimo, 35 anos de contribuição).

 

Na prática, subir 1 ponto significa que, para acompanhar a regra, você precisa de 6 meses a mais de idade E 6 meses a mais de contribuição. Se apenas um desses fatores aumentar, você não alcança a nova meta.

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4. Regras que NÃO mudaram (Pedágios)

Em meio a tantas regras que mudam a cada virada de ano, é um alívio saber que existem duas regras de transição que são estáveis, cujos requisitos não mudam com o passar do tempo. Elas são as regras de pedágio, e em 2026, elas se tornam alternativas estratégicas ainda mais importantes.

O pedágio é um tempo adicional de contribuição que você precisa cumprir, calculado com base no tempo que faltava para você se aposentar na data da Reforma da Previdência (13/11/2019). Vamos entender como cada uma funciona.

A Regra do pedágio de 50%: a aposentadoria rápida, mas com custo

Essa regra foi desenhada para um grupo muito específico: quem estava a menos de dois anos de se aposentar por tempo de contribuição (30 anos para mulheres, 35 para homens) quando a Reforma entrou em vigor.

  • Como funciona? Você precisa cumprir o tempo que faltava para se aposentar, mais um pedágio de 50% sobre esse tempo. Por exemplo, se faltava 1 ano, você precisará trabalhar por 1 ano e 6 meses.
  • A grande desvantagem: aqui está a grande armadilha que faz dessa regra uma opção de emergência. O cálculo do seu benefício terá a aplicação obrigatória do fator previdenciário, uma fórmula matemática que leva em conta sua idade e expectativa de vida, e que, na prática, quase sempre reduz drasticamente o valor da sua aposentadoria.

 

A Regra do pedágio de 100%

Esta é, sem dúvida, a regra de transição mais vantajosa financeiramente para quem busca uma aposentadoria integral.

  • Como funciona? Para ter direito a esta regra, você precisa cumprir uma idade mínima (57 anos para mulheres e 60 para homens) e pagar um pedágio de 100%, ou seja, trabalhar pelo dobro do tempo que faltava para se aposentar em 2019. Se faltavam 2 anos, você precisará trabalhar mais 4.
  • A vantagem incomparável: a recompensa por esse esforço extra é imensa: o valor da sua aposentadoria será de 100% da sua média salarial, sem nenhum redutor e sem a incidência do fator previdenciário.

 

A escolha entre as regras de pedágio é uma das decisões financeiras mais importantes que você pode tomar. É a diferença entre receber um benefício menor agora ou um benefício integral um pouco mais tarde.

5. Simulador do INSS vs. Planejamento Real

É muito tentador entrar no site do Meu INSS e clicar em “Simular Aposentadoria”. E aqui vai o nosso alerta mais importante: não confie nesse simulador.

A ferramenta do INSS é uma calculadora simples. Ela não é uma inteligência artificial. Ela apenas lê os dados que estão no seu extrato (CNIS) e aplica as regras. O problema é que o simulador tem uma falha para informações importantes que não estão no sistema.

  • ele não conta seu tempo especial: se você trabalhou 10 anos como vigilante, eletricista ou em ambiente com ruído, esse tempo vale mais (pode ser multiplicado por 1,4, por exemplo). O simulador não faz essa conversão. Ele vai contar 10 anos, quando na verdade você pode ter 14, e te dirá que você não tem direito, quando na verdade tem;
  • ele não localiza seu tempo rural: anos de trabalho na roça na juventude, em regime de economia familiar, não constam no CNIS. O simulador simplesmente ignora esse período, que para muitos brasileiros é a chave para completar o tempo de contribuição.

 

Confiar no simulador pode te levar a trabalhar anos a mais desnecessariamente ou a escolher uma regra de aposentadoria muito menos vantajosa.

6. Conclusão

Aposentar-se em 2026 exige mais do que nunca uma postura ativa.

Neste cenário, a informação qualificada é o seu maior ativo. Entender que as regras de pedágio podem ser um porto seguro e que o simulador do INSS é uma ferramenta com falhas críticas são os primeiros passos para um planejamento bem-sucedido.

Se você está nessa fase de transição, não tome decisões baseadas na pressa. Se ficou com alguma dúvida ou quer ter a certeza de que está escolhendo o melhor e mais rápido caminho para o seu benefício, fale com a nossa equipe.

Nós, do Mota e Silva, Mignoni Advogados, estamos à disposição para analisar seu caso e garantir que seu direito seja plenamente respeitado.

Se faltou alguma coisa que você queria saber, manda a pergunta!! Entre em contato com a gente.

Mota e Silva Advogados

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